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1.5.08

1974 / zeca afonso



«Entre flores, sorrisos e cantos milhões de corações celebraram o trabalho e a liberdade», Diário de Notícias, 2 de Maio (clique no título da postagem e leia)

26.4.08

Humberto Delgado

Do Expresso on-line:

50 anos da campanha presidencial de Maio
Os passos do General Sem Medo
À beira de cumprir meio século sobre a candidatura de Humberto Delgado à Presidência da República que fez tremer Salazar, o Expresso publica fotos inéditas. (clique no título da postagem)

Nair Alexandra
Sexta-feira, 25 de Abr de 2008

25.4.08

De Natália Correia




Se tivermos em conta que o poema abaixo pertence ao grupo dos inéditos de Natália Correia, escritos entre 1961 e 66, lemos melhor todo o poema e nele sublinhamos a crueza dos tempos em que a canção estava sempre estrangulada e da garganta (em sussurro) saiam as palavras proibidas (e todas podiam sê-lo, dependendo do interlocutor), enquanto procurávamos transpor os muros de medo que em torno se erguiam.

Zeca Afonso: Trovador da Voz D'Ouro Insubmisso

É de murta e de mar a tua voz
Com algas de canção estrangulada.

Aberta a concha da trova malsofrida
Saíste como sai a madrugada
Da noite, virginal e humedecida.

É de vinho e de pinho a tua voz
Com pranto de insofríveis flores banidas.
Mas é p
ela tua garganta que soltamos
As eriçadas aves proibidas
Que no muro do medo desenhamos.

E por isso veio Abril. E para o celebrar deixo uns autocolantes desenhados por alunos da minha escola. É interessante ver que há um jovem que de um cravo faz sair o pássaro da liberdade e da paz; há um outro que compreende que havia opressão e que nada paga a liberdade de hoje, a de expressão. Convém também sublinhar que há alunos que sabem, que há professores que ensinam e que há alunos que ouvem interessados, pena é que não são esses os alvos dos media que gostam de fazer crer que a maioria das pessoas é ignorante e a escola já não é o centro nevrálgico do saber. Onde aprenderam esses senhores a escrever, apesar de só dizerem dislates?De que viveriam se não tivessem ido à escola que desprezam e se não fossem os professores que hoje maltratam?

11.1.08

Ingrid Betancourt II

As colombianas Clara Rojas e Consuelo González, ontem (10 Jan 08) libertadas após vários anos de cativeiro na selva, à mercê das FARC, chegaram a Caracas ontem à tarde (noite em Lisboa), onde se encontraram com os seus familiares. Nas suas primeiras declarações aos media, Rojas, amiga e colaboradora de Ingrid Betancourt, assegurou que não sabe nada da líder política há três anos. A libertação de Rojas e Gonzalez abre assim um novo capítulo no conflito entre as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) e o governo colombiano.
Público.pt

1.5.07

Maio Maduro Maio

1º de Maio – Dia Mundial do Trabalho“A história do Primeiro de Maio mostra, portanto, que se trata de um dia de luto e de luta, mas não só pela redução da jornada de trabalho, mais também pela conquista de todas as outras reivindicações de quem produz a riqueza da sociedade.” – Perseu Abramo
O Dia Mundial do Trabalho foi criado em 1889, por um Congresso Socialista realizado em Paris. A data foi escolhida em homenagem à greve geral, que aconteceu em 1º de maio de 1886, em Chicago, o principal centro industrial dos Estados Unidos naquela época.Milhares de trabalhadores foram às ruas para protestar contra as condições de trabalho desumanas a que eram submetidos e exigir a redução da jornada de trabalho de 13 para 8 horas diárias. Naquele dia, manifestações, passeatas, piquetes e discursos movimentaram a cidade. Mas a repressão ao movimento foi dura: houve prisões, feridos e até mesmo mortos nos confrontos entre os operários e a polícia. Em memória dos mártires de Chicago, das reivindicações operárias que nesta cidade se desenvolveram em 1886 e por tudo o que esse dia significou na luta dos trabalhadores pelos seus direitos, servindo de exemplo para o mundo todo, o dia 1º de maio foi instituído como o Dia Mundial do Trabalho. Fonte: IBGE / Ministério do Trabalho

...de Zeca Afonso por Madredeus, concerto em Bruxelas, 1994


25.4.07

25 de Abril















Guerra ou Lisboa - 72

Partiu vivo jovem forte
Voltou bem grave e calado
Com morte no passaporte

Sua morte nos jornais
Surgiu em letra pequena
É preciso que o país
Tenha a consciência serena

25 de Abril
Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo


Sophia de Mello Breyner Andresen,
Obra Poética

O 25 de Abril pelo artista plástico Relógio e Muros da Revolução, foto de Paixão Esteves - Centro de Documentação 25 de Abril, Universidade de Coimbra ; Paragem de Autocarro, Carreço, Viana do Castelo

Zeca Afonso


A Morte saiu à rua canta José Dias Coelho (1923-1961)

Ainda muito jovem, José Dias Coelho aderiu à Frente Académica Antifascista, e mais tarde, já aluno da escola de Belas Artes de Lisboa, fez parte do MUD juvenil, tendo participado em várias lutas estudantis em 1947. (...)Aderiu ao PCP com vinte e poucos anos. Era funcionário clandestino quando foi assassinado pela PIDE, em 19 de Dezembro de 1961, na rua dos Lusíadas, em Lisboa. (in Centro de Documentação 25 de Abril, Universidade de Coimbra)

Clique no título para consultar: 25 de Abril- base de dados históricos

Neste dia, deixo um cravo de saudade para duas pessoas queridas: Viva o 25 de Abril! E para todos nós que cá caminhamos: Parabéns neste 25 de Abril! Que o saibamos respeitar e merecer!
Cuidemos da Democracia, que as ditaduras têm mãos pesadas e tudo menos memória curta.

23.2.07

20 anos depois de Zeca Afonso

Só para não deixar cair no esquecimento...
"A morte saiu à rua num dia assim" e essa foi uma entre várias. E quando não era a morte era a prisão só porque as ideias diferentes e as reivindicações eram coisas proibidas. Hoje somos chamados a exprimir a nossa opinião e vamos para o shopping, para a praia ou nem vamos.
Que a sorte não se vire contra nós! É que a História tem destas coisas: um repetir-se por ciclos, como a moda.