31.1.12

Renovando energias















O representante da Solar Project em Braga é Costa & Puga - Energias Renováveis.
Saiba um pouco da empresa, CLICANDO sobre o título da postagem.


16.10.11

Os professores, por José Luís Peixoto | Esquerda

A.blogger">Os professores, por José Luís Peixoto | Esquerda

excelente artigo da Visão de 13 out. 2011

clique no título para ler

23.10.10

Noite Sangrenta


Nos anos seguintes à implantação da República a agitação foi muita mas fica para a História a noite sangrenta... A produtora David e Golias desenvolveu um projecto a realizar por Tiago Guedes e Frederico Serra - a partir de um guião original de Tiago Rodrigues centrado na viúva de Carlos da Maia, um dos heróis revolucionários do 5 de Outubro. Durante os dias da revolução, Carlos da Maia é o tenente revoltoso que de forma aventureira toma o maior navio de guerra estacionado no Tejo com apenas um punhado de homens. Em Outubro de 1921, Carlos da Maia é um dos assassinados juntamente com Machado dos Santos e outros heróis da República na conhecida “Noite Sangrenta”. Os assassinos são presos, mas não confessam à ordem de quem estavam para cometer o crime. A partir daí, a viúva vai investigar, por conta própria, chegando a visitar na cadeia o operacional, o marinheiro Abel Olímpio apelidado “Dente de Ouro”. É esta demanda de uma mulher na procura do assassino do marido que é o fio condutor da narrativa que acompanha as vidas de algumas das personagens históricas mais fascinantes que protagonizaram a Implantação da República. in RTP.pt

Vi hoje o primeiro dos dois episódios desta minissérie exibida na RTP1. Desconhecia completamente este momento da nossa História e, como eu, provavelmente a maioria do portugueses.
Gostei.

21.10.10

"POBRES DOS NOSSOS RICOS" Mia Couto

POBRES DOS NOSSOS RICOS

A maior desgraça de uma nação pobre é que em vez de produzir riqueza, produz ricos.
Mas ricos sem riqueza.
Na realidade, melhor seria chamá-los não de ricos mas de endinheirados.
Rico é quem possui meios de produção.
Rico é quem gera dinheiro e dá emprego.
Endinheirado é quem simplesmente tem dinheiro. ou que pensa que tem.
Porque, na realidade, o dinheiro é que o tem a ele.
A verdade é esta: são demasiado pobres os nossos "ricos".
Aquilo que têm, não detêm.
Pior: aquilo que exibem como seu, é propriedade de outros.
É produto de roubo e de negociatas.
Não podem, porém, estes nossos endinheirados usufruir em tranquilidade de tudo quanto roubaram.
Vivem na obsessão de poderem ser roubados.
Necessitavam de forças policiais à altura.
Mas forças policiais à altura acabariam por lança-los a eles próprios na cadeia.
Necessitavam de uma ordem social em que houvesse poucas razões para a criminalidade.
Mas se eles enriqueceram foi graças a essa mesma desordem (...)


MIA COUTO

16.10.10

Cole Porter



Cole Albert Porter (9 de Junho de 1891 - 15 de Outubro de 1964) foi o compositor de muitos dos musicais americanos e mundialmente famosos. A sua vasta obra conta com canções como esta Ev'ry time we say goodbye, aqui interpretada por Natalie Cole, Night and day, I've got you under my skin, Singin' in the rain, etc.

8.10.10

De 1969 a 2010

'José Régio e o seu burro' - por Hermínio Felizardo


Soneto quase inédito

Surge Janeiro frio e pardacento,
Descem da serra os lobos ao povoado;
Assentam-se os fantoches em São Bento
E o Decreto da fome é publicado.


Edita-se a novela do Orçamento;
Cresce a miséria ao povo amordaçado;
Mas os biltres do novo parlamento
Usufruem seis contos de ordenado.

E enquanto à fome o povo se estiola,
Certo santo pupilo de Loyola,
Mistura de judeu e de vilão,


Também faz o pequeno "sacrifício"
De trinta contos - só! - por seu ofício
Receber, a bem dele... e da nação.



JOSÉ RÉGIO Soneto escrito em 1969, no dia de uma reunião de antigos alunos.

31.7.10

Pela paisagem, pela ideia, pelo TOMCat



Se tem um TomCat, apareça com ele, no dia 7 de Agosto, no KIV (Kartódromo Internacional de Viana), na Amorosa.

24.7.10

a-casa-da-rússia


Li este romance de Le Carré há muitos anos e agora estou a ver o filme. Acho o filme muito bom, uma representação muito próxima do que recordo de ler.
A história decorre num período anterior à Perestroika, quando a Glasnost dava já alguma esperança de abertura e liberdade...
É um daqueles momentos históricos em que o homem sonha, a obra nasce, mas como em tudo em que o homem põe a mão, a maçã "tem bicho".
De qualquer forma, uma história para ressonhar, num livro para ler ou, se preferir, em DVD

20.6.10

SARAMAGO (16/11/1922 - 18/06/2010)


Hoje, 20 de Junho foi a cremar, no Alto de S. João, Lisboa, o corpo de José Saramago. Foi o seu corpo a cremar e não a sua obra porque, para pena de alguns, não estamos em tempos de inquisições.

Estive a ouvir José Saramago, em Dezembro de 1991, quando ele lançava o seu livro "O Evangelho Segundo Jesus Cristo".
Os sábios residem nos simples.

Só tendo lido e muito procurado, se pode escrever o que e como Saramago escreveu.

Quem teme outras leituras não busca a verdade.

Obrigada, Saramago!
(A imagem é o teu nome, planta comestível e espontânea)

17.5.10

O seu a seu dono...


It took just eight weeks for Nestlé to answer our demands.

Today, the world’s biggest food and beverage company announced it would stop using products from rainforest destruction. The move follows our international campaign exposing Nestlé’s use of palm oil in products like KitKat. Nestlé, through its links to supplier Sinar Mas, has been responsible for destroying rainforests and pushing orang-utans toward extinction.

Greenpeace

11.5.10

...

Pedras no caminho? Guardo todas.
Um dia vou construir um castelo...

Fernando Pessoa

25.4.10

Ano 55 a.c. - quem diria!?



Tullius já não pode gritar, mas está escrito. Queiram ler, por favor!

21.4.10

Origem: Brasil de Maitê Proença, lembra-se?














Dir-se-ia melhor:
Lisboa vista do Brasil

9.4.10

Promessas - Promets-moi

Ontem, 8 de Abril, passou na RTP2, mais um filme de Emir Kusturica. Tsane vai à cidade de onde deve levar uma lembrança e uma mulher. Quem lhe dá essas instruções é o avô. O rapaz vai acompanhado de uma vaca que mais tarde vende para comprar um ícone para levar ao avô.
É mais uma diversão! Veja um pouco:

22.3.10

Não importa a morte... de Ricardo M. Vasconcelos

(...)Só quem não trabalha numa escola ou não lida com o ambiente escolar pode achar estranho (colocando de lado a questão do suicídio em si) que um professor não ande bem da cabeça pelos problemas vividos dentro da sala de aula em tantas escolas deste país.
Não se pode bater nos meninos, não é? Os castigos resultantes dos processos disciplinares instaurados aos infractores resultam sempre numa medida pedagógica, não é? Os papás têm sempre múltiplas oportunidades para defenderem os meninos que não se portaram tão bem, não é? É normal um aluno bater no professor, não é? É normal insultar um auxiliar, não é? É normal pegar fogo à sala de aula ou pontapear os cacifos, não é? É normal levar uma navalha para o recreio, não é? É também normal roubar dois ou três telemóveis no balneário, não é? E também é normal os professores andarem com a cabeça num 'oito' por não se sentirem protegidos por uma ideia pedagógica de que os alunos são o centro de tudo, têm quase sempre razão, que a vida familiar deles justifica tudo, inclusive atitudes violentas sobre os colegas a que agora os entendidos dão o nome de 'bullying'?
De que valem as obras nas escolas, os 'Magalhães', a educação sexual, a internet gratuita ou os apelos de regresso à escola, uma espécie de parábola do 'Filho Pródigo' do Evangelho de São Lucas (cap.15), se as questões disciplinares continuam a ser geridas de forma arcaica, com estilo progressista, passando impunes os infractores?
Só quem anda longe do meio escolar é que ficou surpreendido com o suicídio do pequeno Leandro ou com o voo picado para o Tejo do professor de Música. Nas escolas, antigamente, preveniam-se as causas. Hoje, lamentam-se, com lágrimas de crocodilo, os efeitos. O professor era louco, não era? Tinha uma clara fragilidade psicológica, não tinha? Pobre senhor. Se calhar teve o azar de ter que ganhar a vida a dar aulas e não conheceu a sorte daqueles que a ganham a ditar leis do alto da sua poltrona que, em nada, se adequam à realidade das escolas de hoje. in Correio do Minho, 13 de Março de 2010